quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Carvalho Araújo - 14 de Outubro de 1918

- Uma das mais belas páginas da história da marinha de guerra portuguesa -
"O caça-minas Augusto de Castilho, um antigo barco de pesca reconvertido num navio de guerra, tinha por principal função, no decorrer da I Grande Guerra, a patrulha de alto mar, a rocega de minas e a escolta de comboios de navios. Quando escoltava o navio São Miguel, que se dirigia da Madeira para os Açores, foi surpreendido pelo fogo alemão de um submarino U-139. Apesar do navio de guerra português ter um equipamento bélico muito inferior ao submarino alemão, enfrentou-o corajosamente, permitindo a fuga do vapor São Miguel que transportava cerca de trezentas pessoas, segundo o Diário de Notícias ou mais de mil e quinhentas, de acordo com dados do Museu da Marinha .
O caça-minas Augusto de Castilho acabou por ser afundado pelo submarino alemão mas os portugueses lutaram heroicamente até ao último momento, tendo perdido a vida o 1.º Tenente Carvalho Araújo, comandante do navio, assim como um aspirante a oficial e quatro praças.
Demonstrando uma grande capacidade de sobrevivência, os restantes elementos da tripulação conseguiram resgatar-se numa baleeira, tendo remado, durante seis dias, através do Atlântico, até alcançar a ilha de São Miguel. "
Fonte: Diário de Notícias n.º 29692, de 14-10-1946, p. 1

- " Hei-de morrer como Português " - A reacção à Morte de Carvalho Araújo em Vila Real -
Por subscrição nacional iniciada pela União Artística Vilarealense, o herói vilarealense foi eternamente recordado, num monumento (da autoria do escultor, Anjos Teixeira), inaugurado em 1924, existente na Avenida com o seu nome, na cidade de Vila Real.
Carvalho Araújo obteve várias condecorações , ao longo da sua curta vida militar.
Entre elas avultam a Cruz de Guerra de 2ª Classe e o II Grau da Ordem de Torre Espada , concedidas postumamente.
A maquete em gesso originalmente usada para a construcção do monumento, pode ser visitada diariamente no salão da União Artística.

sábado, 10 de outubro de 2009

"O NOSSO APÊLO" - 1950

Em Julho de 1950 (altura em que se realizou a última revisão de estatutos) a Direcção publicou o referido apelo que passamos a transcrever:

"Da Solidariedade entre os homens, da estreita aproximação e compreensão entre eles, é que há-de nascer a tão desejada "Paz" no Mundo.
A solução dos grandes problemas da "Vida", alcançar-se-á com esta coisa simples:
- uma decidida boa vontade ao serviço do que é razoável e justo;
E nada mais razoável nem mais justo que o convívio fraterno da família humana, partilhando o pão, as alegrias e as próprias dores!
As Associações de "Cultura e Beneficiência" são um caminho aberto e já começado o trilho, para atingir almejado fim. Pela solidariedade dentro delas e entre elas, se poderão derrubar as barreiras que em tantos casos separam os homens e destruir as ruins paixões que envenenam a vida!
A "União Artística Vilarealense" uma das mais antigas Colectividades de Cultura e Beneficiência, conta já no seu activo com algumas iniciativas e realizações de solidariedade de que se orgulha, afirmando-se compenetrada do seu papel e disposta a maior e melhor contribuição para a tarefa de entendimento e de "Paz" em que se encontra empenhada. Mas para levar a cabo tão alta e benemérita tarefa, carece do concurso inteligente de todos os sócios espalhados de Norte a Sul de Portugal.
Daqui os insitamos a agremiarem-se de novo na nossa querida colectividade, fortalecendo-a e alargando-lhe as possibilidades de acção.
E aos actuais associados lembramos que um dos meios de engrandecermos esta causa, consiste em cada um dos inscritos activos impor a si próprio o encargo de fazer registar nos nossos livros, novos e sucessivos associados.
Porque o fim que nos propusemos bem merce o nosso carinho, aqui deixamos um veemente apelo a todas as pessoas de bem. "


Quotização 2018

O pagamento da quotização é um dever estatutário dos associados, tendo sido definido o seu valor em Assembleia Geral para o corrente ano em...